Inteligência Visual é a capacidade de ver o que está lá e os outros não veem; ver o que não está lá e deveria estar; ver os pontos positivos e os negativos, as oportunidades e as vantagens. É um conjunto de habilidades que todos nós possuímos, mas poucos sabem usar corretamente.”

Por meio de análise obras de arte, Amy Herman nos mostra como aprimorar nossa capacidade de observar, perceber e comunicar melhor o que vemos e o que não vemos, ensinando a:
– sermos observadores ativos e atentos,
– ver mais objetivamente e lidar com as armadilhas da subjetividade,
– analisar de forma inteligente e articular melhor cada detalhe.

“O domínio dos detalhes dará a você uma base competitiva. Meticulosidade e consideração não são valores essenciais para todo mundo, e se você fizer deles uma prioridade, eles poderão ajuda-lo a sobressair da multidão que simplesmente não lhes dá importância”

Veja aqui as 10 lições de Inteligência Visual 

Herman instiga o leitor a visitar museus e galerias de arte, interpretar as obras de arte e chegar a conclusões com base nas informações disponíveis nas imagens – sem consultar as notas explicativas normalmente afixadas ao lado das obras.

Após a leitura do livro busquei exercitar seus conceitos. Sentindo-me um perito recém-formado e acreditando na minha nova capacidade de desvendar crimes, mensagens subliminares e mistérios escondidos em pinturas históricas, fui explorar a Pinacoteca de São Paulo.

A primeira imagem que prendeu minha atenção foi a pintura de Almeida Júnior, a qual compartilho com você o meu momento de epifania (veja aqui).

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Bom, confesso que não consegui adivinhar perceber todas as mensagens da obra muito menos adivinhar seu título, obra , mas na medida que percorria os três andares da Pinacoteca e repetia os exercícios propostos em Inteligência Visual tive minha capacidade de percepção continuamente ampliada.

“A primeira coisa à qual devemos prestar atenção é como emoldurar a nossa mensagem com a linguagem corporal e comunicação não verbal. (…) ‘o impacto de uma mensagem é cerca de 7% verbal (só palavras), 38% vocal (incluindo tom de voz, inflexão e outros tons) e 55% não verbal’. Como uma moldura gigante, dourada, que ofusca uma obra de arte sutil, nosso tom, expressão facial e postura podem modificar a maneira como alguém recebe nossa mensagem.”

Mais do que a interpretação de imagens (sejam fotos, pinturas, momentos), Herman nos faz refletir sobre o processo de comunicação, com informações embasadas e narrativa envolvente.

Leitura mais do que recomendada para quem quer despertar sua capacidade de observação ativa, melhorar sua forma de comunicação e, principalmente, se gostar de fotografias e obras de arte.


Veja também:


amy hermanAmy H. Herman é advogada e historiadora da arte. Idealizou e desenvolveu o curso A Arte da Percepção, que visa melhorar o poder de observação e comunicação das pessoas através da análise de obras de arte, ensinando em instituições diversas: FBI, CIA, Scotland Yard ao Banco Central norte-americano, Johnson & Johnson. Foi chefe de Educação do museu Frick Collection (Nova York) e ensina sobre o tema há mais de uma década.


Ficha técnica: Inteligência visual – aprenda a arte da percepção e mude sua

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  • Título original: Visual Intelligence (Sharpen Your Percepction, Change Your Life)
  • Autora: Amy E. Herman
  •  Editora: Zahar
  • Páginas: 336
  • 1a. Edição – 2016
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