Esqueça tudo o que já leu sobre desenvolvimento pessoal e se abra para uma arte que seria libertadora

Em A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, Mark Manson usa sua sagacidade como escritor e seu olhar crítico para propor um novo caminho, mais coerente com a realidade do dia-a-dia.

Pensar positivo?
As vezes a vida é uma droga mesmo, e a atitude mais saudável é admitir isso.

Cada um de nós é especial?
Isso é narcisismo puro.

Como alcançar a felicidade?
O caminho da felicidade é cheio de obstáculos e humilhações.

Não é, como se depreende do título, um livro de autoajuda convencional.

Em A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, Mark usa uma abordagem franca e inteligente que vai ajudar você a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto.

É verdade que o título do livro assusta e causa estranheza. Inclusive nos fez pensar se o indicávamos como leitura. Mas, além de não julgar um livro pela capa, vale a pena não o julgar pelo título, nesse caso! 😉

E, já exercitando, vamos nos importar menos com a opinião dos outros e seguir nossa vida. Dessa forma, indicamos a leitura completa do livro A Sutil Arte de Ligar o F*da-se.

Ligar o f*da-se é uma sutil arte. Sei que esse conceito pode parecer ridículo (…), mas estou falando de aprender a direcionar e priorizar os seus pensamentos de maneira efetiva: escolher o que é importante e o que não é com base em seus valores pessoais.” (Mark Manson)

Conheça a seguir alguns pensamentos que podemos compartilhar do livro. No entanto, trazemos um breve extrato, a obra é repleta de muito mais provocações. Leia um livro!

Conheça também os livros mais vendidos.


A lei do esforço invertido

ligar o foda-se

Se  pensarmos bem, os conselhos de vida que mais recebemos se concentram nas coisas que não temos.

Eles vão direto no que já vemos como falhas e fracassos pessoais, só para torná-los ainda piores nos nossos olhos.

Ironicamente, essa fixação no positivo, no que é melhor ou superior, só serve como um lembrete do que não somos, do que nos falta.

Afinal de contas, nenhuma pessoa realmente feliz sente necessidade de ficar falando que é feliz para si mesmo no espelho, ela simplesmente é.” A sutil arte de ligar o foda-se

Se passarmos o tempo todo desejando sermos algo que não somos, só reforçamos a mesma realidade: não somos o que sonhamos.

O mundo não cansa de indicar o lendário caminho da felicidade, que se resume a mais, mais e mais. Um novo carro, uma nova casa, uma viagem de férias melhor que a dos seus amigos…

Mark propõe que o segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas, é se importar com menos, e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante.

Quando você abre as redes sociais é bombardeado com fotos e publicações de amigos felizes. Enquanto isso, você está em casa vendo Netflix. Dessa forma, acaba sendo inevitável pensar que sua vida é ainda pior do que imaginava, e começa a achar que há algo de errado com você.

Daí a importância de ligar o foda-se! É isso que pode nos salvar, nos libertar, nos fazendo aceitar que o mundo é uma doideira e que tudo bem, porque sempre foi assim e sempre será.

O desejo de ter mais experiências positivas é, em si, uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação da experiência negativa é, em si, uma experiência positiva.” (Mark Manson).

O filósofo Alan Watts traz o conceito da Lei do esforço invertido, em que a ideia de que quanto mais tentamos nos sentir bem o tempo todo, mais insatisfeitos ficamos, pois a busca por alguma coisa só reforça o fato de que não a temos. O conceito também é abordado no livro 7 maneiras de ser feliz.

Já percebeu que, muitas vezes, quando nos importamos menos com alguma coisa acabamos nos saindo melhor?


A sutil arte de ligar o foda-se

sutil arte

Quando se fala em ligar o foda-se, as pessoas imaginam que seja uma serena indiferença em relação a tudo. Mas não é essa a proposta de Mark Manson, que resume sua abordagem em algumas “sutilezas“.

Sutileza no 1: ligar o f*da-se não significa ser invulnerável, mas se sentir confortável com a vulnerabilidade.

Sutileza no 2: se quiser ligar o f*da-se para as adversidades, primeiro você precisa se importar com algo mais importante que elas.

Sutileza no 3: perceba você ou não, estamos sempre escolhendo o que realmente importa.

As pessoas não enxergam que é normal as coisas darem errado de vez em quando. (…) Quando acreditamos que nada deveria dar errado, inconscientemente começamos a nos culpar.” Mark Manson

Leia também: O Poder do Subconsciente, onde Joseph Murphy compartilha pensamentos sobre como nossa mente funciona.

A ideia de ligar o foda-se é um jeito simples de reorientar nossas experiências e descobrir o que é ou não importante para sua vida.


Felicidade é resolver problemas

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Problemas são umas constante na vida. Quando você resolve seus problemas de saúde frequentando uma academia, está criando novos problemas, como ter que acordar cedo para não se atrasar, passar meia hora suando, (…) depois ter que tomar banho antes do trabalho. “ Mark Manson, livro A sutil arte de ligar o foda-se.

Ainda bem que podemos mudar nossos hábitos, como mostra o livro O Poder do Hábito e o seu guia para mudança de hábitos em quatro passos.

O autor propõe que a felicidade está em resolver problemas, com enfoque na palavra resolver. Se você evita os problemas ou acha que não tem nenhum, estaria então no caminho da infelicidade.

Assim como resolver problemas é um ato constante, felicidade seria um exercício constante.

Muita gente quer ter um corpo incrível, mas ninguém consegue isso sem passar pelo esforço, dor e cansaço físico.

Há quem queira abrir um negócio, mas não não será bem sucedido sem passar por riscos, incertezas, fracassos e muitas horas de trabalho.

O que determina sucesso não é ‘De que prazer você quer desfrutar?’. A questão relevante é: ‘Qual a dor você está disposto a suportar?’

O caminho da felicidade é cheio de obstáculos e humilhações. Você tem que escolher alguma coisa. Não dá para levar uma vida sem dor.” Mark Manson, livro A sutil arte de ligar o foda-se.

O autor traz a provocação de que somos definidos pelas batalhas que estamos dispostos a lutar.

As pessoas que gostam da batalha da academia, por exemplo, são as que têm mais facilmente uma barriga de tanquinho.

As pessoas que gostam das longas horas de trabalho e da ascensão na hierarquia corporativa são as que tem mais tendencia a chegar ao topo.

O professor e filósofo Mario Sergio Cortella complementa a visão de Mark. Em Por que fazemos o que fazemos? ele nos faz refletir que quem projeta que será um ator de sucesso, um pintor, não fica se imaginando desesperado tendo que ensaiar ou vender quadros. Normalmente se imagina sendo reconhecido e aplaudido. Leia mais sobre o livro.


Você não é especial

Aquele que é arrogante, por sua vez, é incapaz de melhorar a própria vida de forma duradoura ou significativa, pois não reconhece os próprios defeitos e pontos em que deve melhorar.

Pessoas que se tornam verdadeiramente excepcionais em algo não alcançaram isso porque se consideram excepcionais. Pelo contrário: elas são incríveis porque são obsecadas por se aperfeiçoar.


Reveja seus valores

A autoconsciência é uma cebola: cheia de camadas, e quanto mais você descasca, mais provável é que comece a chorar em momentos inadequados.” Mark Manson

Nossos valores são a base do que somos e fazemos. Se o que valorizamos é inútil, se o que escolhemos considerar sucesso ou fracasso é equivocado, qualquer coisa baseada nesses valores também será equivocada.

anjo e valores positivos negativos

Cuidado com valores negativos

No livro, o autor apresenta sua visão de valores negativos e sugere a reflexão sobre eles.

Prazer: prazer é ótimo, mas é também um péssimo valor para basear sua vida. Prazer é um falso deus. Concentrar energia em prazeres superficiais leva à ansiedade, instabilidade emocional e tristeza extrema.

Sucesso material: muitas pessoas medem seu valor pessoal com base na quantidade de bens materiais que acumulam. Pesquisas mostram que, tendo nossas necessidades básicas (comida, abrigo, segurança etc) supridas, a correlação entre felicidade e sucesso material a partir desse ponto se aproxima rapidamente a zero.

Estar sempre certo: nosso cérebro é uma máquina falha, estamos sempre fazendo suposições incorretas, avaliando mal as probabilidades. Quem quer estar certo em tudo para valorizar a si mesmo não consegue aprender com os próprios erros.

Otimismo implacável: ainda que tenha um lado positivo em ver o aspecto bom das coisas, a verdade é que “as vezes a vida é uma droga mesmo, e a atitude mais saudável é admitir isso.” Recusar sentimentos negativos só os aprofunda e prolonga, trazendo problemas emocionais sérios.

A longo prazo, terminar uma maratona nos deixa mais felizes do que comer um bolo de chocolate.” Mark Manson, livro A sutil arte de ligar o foda-se

Conheça como os hábitos funcionam e podem ser mudados, em O Poder do Hábito.


Assuma a responsabilidade por suas escolhas e, assim, por sua vida

Nós somos responsáveis por nossa vida como um todo, sejam quais forem as circunstâncias.

Nem sempre dá para controlar o que acontece conosco, mas sempre podemos definir nossa interpretação dos acontecimentos e nossa relação a eles.

A questão é: estamos escolhendo sempre, de modo consciente ou não. Sempre.”

No entanto, devemos nos questionar se o que escolhemos nos importar e com o que.

Em A Lei do Triunfo, Napoleon Hill defende que somos escolhedores natos, consciente ou inconscientemente.

É mais fácil assumir responsabilidade por coisas boas e felizes que acontecem. No entanto, assumir a responsabilidade pelos nossos problemas é muito mais importante, porque é daí que vem o verdadeiro aprendizado.


Você está errado em tudo (eu também)

estamos errados terra plana

Há muito tempo atrás a humanidade acreditava que a Terra era plana (Foto: Reprodução)

Quinhentos anos atrás, os cartógrafos acreditavam que a Califórnia era uma ilha. Médicos acreditavam que abrir um corte no braço de uma pessoa curava doenças. Cientistas acreditavam que o fogo era feito de algo chamado flogisto. (…). Os astrônomos acreditavam que o Sol girava em torno da terra.” Livro A Sutil Arte de Ligar o F*da-se

Crescimento pessoal é um processo repetitivo. Quando aprendemos algo novo, não passamos de “errados” para “certos” – passamos de “errados” a “um pouco menos errados”.

Não devemos procurar a resposta “certa”, e sim tentar eliminar nossos erros de hoje para estarmos um pouco menos errados amanhã. 

Tanta gente fica obcecada por estar “certa” a respeito da vida que acaba não vivendo. Mark Manson

Leia também: Por que fazemos o que fazemos? , de Mario Sergio Cortella.

Que tal aceitarmos que estamos errados o tempo todo? 

Voltando à lei do esforço invertido: quanto mais tentarmos estar certos em relação à alguma coisa, mais incertos e inseguros nos sentimos. 

Mas o oposto também é verdadeiro: quanto mais aceitamos a incerteza e a ignorância, mais confortáveis nos sentimos em não saber.

A incerteza é a raiz de todo o progresso e de todo crescimento. Como diz um velho ditado, o homem que acha que sabe tudo não aprende nada novo.” A Sutil Arte de Ligar o Fo*da-se


Faça Alguma Coisa!

as 7 maneiras de ser feliz

Um professor de matemática dizia: ‘Se você está empacado num problema, não fique pensando; comece. Mesmo que não saiba o que está fazendo, o simples ato de entrar em ação e tentar solucionar o problema vai acabar fazendo as ideias certas aparecerem na sua cabeça’ “. Mark

Se quiser realizar alguma coisa e não se sentir motivado ou inspirado, você pode achar que já era, que não há mais o que fazer. No entanto, o impulso de sair do sofá e agir só acontece diante de um evento adicional.

Use isso a seu favor, comece e faça algo, por menor que seja.

Princípio do Faça Alguma Coisa:
isso geralmente basta como um empurrãozinho para a bola de neve começar a rolar, como inspiração para se motivar a seguir em frente.” Livro A Sutil Arte de Ligar o Foda-se

Esse princípio não apenas ajuda a superar a procrastinação como contribui para a incorporação de novos valores.


Nem sempre mais é melhor

mark manson

Nem sempre mais é melhor. Na verdade, o oposto é verdadeiro. Em geral ficamos mais felizes com menos.” Mark Manson

Quando somos sobrecarregados por oportunidades e opções, sofremos o que os psicólogos chamam de paradoxo da escolha.

Basicamente, quanto mais variáveis, menos satisfeitos ficamos com o que escolhemos, porque temos consciência de que perdemos várias opções.

Reflita: se você escolhe um tênis/sapato (ou até mesmo um lugar para morar) entre duas opções, provavelmente se sentirá mais confortável e confiante. No entanto, se tiver um leque de trinta opções, o paradoxo da escolha diz que você provavelmente passará anos sofrendo e duvidando sobre si mesmo, se perguntando se tomou a decisão “correta”, e se está maximizando sua felicidade. E essa ansiedade, esse desejo por certeza, perfeição e sucesso trará infelicidade.


O autor do livro A Sutil Arte de Ligar o F*da-se

Mark Manson não tem meandros ou meia palavras. Com um estilo direto, divertido e perspicaz, ele se tornou popular escrevendo em seu blog. O autor mora em Nova York, nos Estados Unidos.


Ficha Técnica do livro A Sutil Arte de Ligar o Foda-se

capa do livro a sutil arte de ligar o foda-se

  • Título original: The Subtle Art of Not Giving a Fuck
  • Autor: Mark Manson
  • Páginas: 224
  • Editora: Intrínseca
  • 1a. Edição novembro de 2017
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Fotos sem identificação: Creative Commons CC0. Fonte: Pixabay. Livremente editadas pelo blog.

 

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Escrito por Leia um Livro