Viva à sua própria maneira, Osho
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Em seu mais novo livro, Osho provoca sobre a dificuldade de sermos “leões” em uma sociedade que estimula que sejamos “ovelhas” obedientesLeia um livro olho

Ser você mesmo tem sido um ato de rebeldia?

Em seu novo livro “Viva à sua própria maneira”, lançado em março de 2018, Osho inicialmente nos leva a refletir sobre a diferença entre rebeldia e revolução.

Revolução: um esforço organizado para mudar a sociedade mediante o uso da força da violência. “O problema é que não se pode mudar uma sociedade por meio da violência, pois a violência já é a própria vida corrente da sociedade”

Rebelião: é individual, não violenta, pacífica. Ela vem do amor. A rebelião não é contra alguma coisa, mas a favor de alguma coisa. “A rebelião não está dirigida contra a sociedade, mas orientada para um novo homem, uma nova humanidade.”

A revolução está lutando contra o passado. A rebelião está meditando pelo futuro.” Osho

“As pessoas se moveram de um extremo a outro. Isso não é rebelião. Isso é raiva, isso é cólera, isso é vingança. (…)
Então, o que é rebelião? Rebelião é puro entendimento.” (Osho, p. 56-57)

Em Viva à sua própria maneira, Osho nos leva a refletir:

“O revolucionário é reacionário. Ele é contra a sociedade; é contra sua estrutura econômica, é contra seus estilos políticos. Ele é contra tantas coisas… toda a sua vida é negativa. Ela depende do fato de ser contra isto, contra aquilo, contra milhares de coisas.
(…)
O rebelde cria; ele dá à luz a si mesmo. Torna-se um novo homem, anuncia uma nova era. Ele se abre a todas as possibilidades, permite a si mesmo dimensões reconhecidas. Não é contra ninguém – o rebelde está simplesmente crescendo.” (p. 20)

 


O que é ser rebelde?

“O verdadeiro rebelde não é um lutador, ele é um homem de entendimento. Ele simplesmente cresce em inteligência, não em raiva não em fúria. Você não pode se transformar tendo raiva do seu passado. Senão, o passado vai continuar a dominá-lo; senão, o passado vai continuar no centro do seu ser, o passado vai continuar sendo o seu foco.” (Viva à sua própria maneira, p. 61)

“Todos estão juntos em uma única conspiração para lhes dar a ideia de que vocês não são dignos da maneira que são. (…) Está é a estratégia da sociedade pra explorá-los, transformá-los em escravos – não em criadores. (p.28-29)


Assuma sua responsabilidade

“Estou removendo Deus para que vocês não possam responsabilizar o pobre velho. Ele já tem sido responsabilizado por tudo: Ele criou o mundo, Ele criou isso, Ele criou aquilo… eu tiro toda essa responsabilidade Dele.

Aceitem sua solidão.

Aceitem sua ignorância.

Aceitem sua responsabilidade, e então vejam o milagre acontecendo.” (Osho, p. 87).

Seja protagonista de sua própria vida. Não atribua tudo o que acontece a Deus ou à sorte/má sorte. Como propõe Cortella em “A sorte segue a coragem!“, você é responsável por sua sorte.





Assim como um peixe está no oceano, você está em Deus

“Para os antigos hebreus, a palavra God (Deus) significa aquele que é. “G” representa aquilo, “O” represente que e “D” representa é: aquilo que é. (…)

Ela não indica uma pessoa, indica apenas uma presença. E a presença está em toda parte! A vida é sinônimo de Deus, e o universo é sinônimo de Deus.

Estar é estar em Deus. Respirar é respirar em Deus. Dormir é dormir em Deus e acordar é acordar em Deus – não há outra maneira. (…)

Você pode escolher negar Deus, e ainda assim você está em Deus. Não estar em Deus é a única coisa impossível…” (Viva à sua própria maneira, Osho, p. 27).

Uma forma de contribuir a sua existência pode ser por meio da gratidão. Tonar a sua vida bela e compartilhar a alegria é uma forma de ser grato. A oração verdadeira também pode ser representada por meio de uma oração que surge da gratidão.

“Deus não é uma pessoa. Não existe nenhuma figura de Deus, nenhuma estátua. Deus é uma experiência! Se tem a ideia de um Deus que seus pais e uma sociedade lhe deram, você vai entrar em si mesmo com essa ideia e essa ideia será o impedimento – ela não vai lhe permitir ver o que está ali. E é Deus que está ali. Não são necessários conceitos para ver; os conceitos cegam. Abandone todos os conceitos.” (Osho p. 46)

“Não procure por Deus se quiser vê-lo. Simplesmente espere – relaxe e espere. Deus é um acontecimento! Se você estiver em silêncio, aberto, amando o seu próprio ser, consciente, isso vai acontecer. A qualquer momento, quando você estiver na sintonia certa com a existência, vai acontecer.
Deus está aí, você esta aí, só é necessária a sintonia certa.” (Osho, p. 49)

Uma das formas de relaxar e trabalhar a sintonia é por meio da meditação. Conheça um pouco sobre o tema em A arte da Meditação, de Daniel Goleman.


Quanto mais genuína for sua inteligência, maior a probabilidade de que venha a ser condenado

“Quanto mais talentoso você for, quanto mais genuína for a sua inteligência, menor a possibilidade de ser facilmente apreciado. A maior probabilidade é que venha a ser condenado. Por que? Porque uma pessoa talentosa traz algo novo ao mundo, tão novo que os antigos critérios não se aplicam a ela. E os antigos critérios estão profundamente enraizados na mente humana; não conseguem desaparecer facilmente.” (Osho, 31)

Vicent van Gogh não foi apreciado em sua época. Por causa de suas pinturas as pessoas costumavam achar que era louco. Ele estava pintando de uma maneira tão nova… de uma maneira como nunca se havia feito antes. Van Gogh tinha sua própria visão, era um gênio!

“Eu gostaria que vocês fossem criativos, mas não se incomodassem em ser apreciados, não se incomodassem em ser famosos, em fazer um nome por meio da fama. Sempre que a motivação é obter algo em troca da criatividade, você não está mais interessado na criatividade. Você se torna um técnico, não é mais um artista.” (p. 34)


Estamos errados

“Você pode permanecer certo de que está certo. mas a vida continua mudando, e o seu “certo” permanece fixo.” (Viva à sua própria maneira, p. 37).

“Seja ignorante; aceite que: “Eu sou ignorante”. E a partir desse ponto pode iniciar a busca.” (p. 85)

A pessoa realmente consciente muda com a vida, ou até hoje aceitaríamos a proposta de que a Terra é plana.

“No passado, durante séculos, estivemos criando um modelo do ser humano que está errado. estamos dando ideais às pessoas e dizendo: “A menos que você satisfaça estes ideais, você nunca será digno”. E esses ideias são impossíveis. Estamos dando às pessoas ideias de serem perfeitas. E, quando a ideia de ser perfeito penetra em um ser, ele se torna neurótico.” (Osho, p. 45)

“Aceitem suas limitações, aceitem suas imperfeições. É isso que significa ser humano!” (Viva à sua própria maneira, Osho, p. 45)

Como questiona Mark Manson em seu provocativo livro “A sutil arte de ligar o f*da-se“: Que tal aceitarmos que estamos errados o tempo todo? Tanta gente fica obseda por estar “certa” a respeito da vida que acaba não vivendo.

“A memória não é a verdade e nunca poderá ser, porque a verdade é sempre viva, a verdade é vida. A memória é a persistência daquilo que não existe mais. É viver em um mundo de fantasmas, mas ele nos contém, é a nossa prisão.” (p. 129)





Qual é a necessidade das nações?

“Qual é a necessidade das nações? Qual é a necessidade de passaportes, vistos e fronteiras?

Toda essa terra pertence a nós; onde quer que alguém queira estar, ele tem o direito de estar.

O Sol não é propriedade de ninguém. A Terra não é propriedade de ninguém. A Lua não é propriedade ninguém. (…)

Não há necessidade de nações – exceto porque os políticos precisam das nações, porque sem as nações não haverá políticos; exceto porque os generais necessitam das nações, porque sem nações não haverá guerras; exceto porque as fábricas que produzem armas ficarão inoperantes.

A solução mais simples para salvar a humanidade é tirar do mapa todas as linhas, e só dos mapas, porque na Terra não há linhas.” (Viva à sua própria maneira, Osho, p- 75-76)


Questione tudo o que aceitou até agora

“As pessoas continuam fazendo as coisas que outras pessoas as obrigaram a fazer – e elas vão continuar a obrigação-las. É muito improvável que os pais parem de obrigar seus filhos a serem apenas imagens da sua própria ideia, que os professores parem de obrigá-los a aceitar qualquer coisa que eles “saibam”, como se realmente soubessem. Eles continuam fingindo que sabem.” (p. 83)

“Vocês aceitaram tudo até agora; vocês aceitaram o que lhes disseram. Vocês têm de começar a questionar, a duvidar.” (p. 86).

Como aprendemos na biografia de Leonardo da Vinci, o artista não teria desenvolvido toda sua genialidade se não fosse por seu aspecto extremamente questionador, que o ajudou a superar o baixo nível educacional e a vencer barreiras como ser um filho bastardo.

“É uma tragédia estranha que milhões de pessoas nasçam e apenas de vez em quando uma pessoa floresça.” (Viva à sua própria maneira, Osho, p. 86)


Seja você mesmo: Viva à sua própria maneira

“As pessoas inventaram mil e uma maneiras de fugir de si mesmas. E elas têm de inventar-as porque criaram uma ideia feia de si mesmas. Dizer-lhes “Conheça a si mesmo!” significa chocá-las. Elas não querem se conhecer.” (p. 92)

“Se você permitir que outra pessoa decida quem você deve ser, será uma imposição de fora. O padre, o político, eles estão tentando impor a vocês alguns ideais. E por causa desses ideais vocês não podem ser naturais, não podem ser simples; têm que carregar pesos pesados nas costas.” ( p. 94)

“Não peça. Pedindo você vai perder muita coisa que já está disponível para você. Olhe em vez de pedir. Olhe dentro de você. Olhe em vez de pedir.” (Osho, p. 98)

“Não há nada a ser alcançado. A vida não é um empreendimento, é um dom. Ela já foi dada. O que você está esperando?” (Viva à sua própria maneira, p. 100)





 

“Os pássaros não cantam por obrigação.” (p. 123)

“As flores não abriram suas pétalas por causa de alguma ordem – não é um dever. É uma resposta, uma resposta ao sol, um respeito, uma oração, uma gratidão.” (Osho, p. 123)